quarta-feira, 23 de maio de 2007

Ricardo Reis

- Ricardo Reis, pormenor do mural de Almada Negreiros na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (1958).
Ricardo Reis (1887 - 1935) é um dos três heterônimos mais conhecidos de Fernando Pessoa. Nascido na cidade do Porto. Estudou num colégio de jesuítas, formou-se em medicina e, por ser monárquico, expatriou-se espontaneamente desde 1919, indo viver no Brasil. Era latinista e semi-helenista.

A poesia de Ricardo Reis é constituída com bases em ideias elevadas e odes, ou seja, na poesia de Reis é constante o Neoclassicismo. Para finalizar, podemos concluir que através da intemporalidade das suas preocupações, a angústia da brevidade da vida, a inevitável Morte e a interminável busca de estratégias de limitação do sofrimento que caracteriza a vida humana, Reis tenta iludir o sofrimento resultante da consciência aguda da precariedade da vida.

Trechos de algumas das suas obras

"Amemo-nos tranquilamente, pensando que podiamos,
Se quiséssemos, trocar beijos e abraços e carícias,
Mas que mais vale estarmos sentados ao pé um do outro
Ouvindo correr o rio e vendo-o." (1914)

"Ah! sob as sombras que sem qu'rer nos amam,
Com um púcaro de vinho
Ao lado, e atentos só à inútil faina
Do jogo do xadrez" (1916)

Leia ensaio sobre: "O Ano da Morte de Ricardo Reis"
de José Saramago.

Poemas de Ricardo Reis:

* A Abelha que voando
* A Cada Qual
* Acima da Verdade
* A Flor que És
* Aguardo
* Aqui, dizeis, na cova a que me abeiro
* Aqui, Neera, longe
* Aqui, neste misérrimo desterro
* Ao Longe
* Aos Deuses
* Antes de Nós
* Anjos ou Deuses
* A Palidez do Dia
* Atrás Não Torna
* A Nada Imploram
* As Rosas
* Azuis os Montes
* Bocas Roxas
* Breve o Dia
* Cada Coisa
* Cada dia sem gozo não foi teu
* Cada Um
* Como
* Coroai-me
* Cuidas, Índio
* Da Lâmpada
* Da Nossa Semelhança
* De Apolo
* De Novo Traz
* Deixemos, Lídia
* Dia Após Dia
* Do que Quero
* Domina ou Cala
* Estás só. Ninguém o sabe.
* Este Seu Escasso Campo
* É tão Suave
* Feliz Aquele
* Felizes
* Flores
* Frutos
* Gozo Sonhado
* Inglória
* Já Sobre a Fronte
* Lenta, Descansa
* Lídia
* Melhor Destino
* Mestre
* Meu Gesto
* Nada Fica
* Não a Ti, Cristo, odeio ou te não quero
* Não a Ti, Cristo, odeio ou menosprezo
* Não Canto
* Não Consentem
* Não Queiras
* Não quero as oferendas
* Não quero, Cloe, teu amor, que oprime
* Não quero recordar nem conhecer-me
* Não Só Vinho
* Não só quem nos odeia ou nos inveja
* Não sei de quem recordo meu passado
* Não sei se é amor que tens, ou amor que finges
* Não Tenhas
* Nem da Erva
* Negue-me tudo a sorte, menos vê-la
* Ninguém a outro ama, senão que ama
* Ninguém, na vasta selva virgem
* No Breve Número
* No Ciclo Eterno
* No Magno Dia

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